terça-feira, 3 de novembro de 2009

PESSOAL, PARTICULAR...

Que saudade de ter tempo para escrever nisto aqui!

Na verdade, o título deste post seria MÚSICA PARA O DIA DE HOJE, como sempre faço quando quero transmitir sentimentos meus a partir de canções e artistas que admiro. Mas como a música é cantada por Seu Jorge, achei necessária uma curta explicação.

Queria colocar mesmo um vídeo de Peu Merray, o compositor da música, no Balcão Cheio de Assunto, um descolado canto criado por ele mesmo, onde mais tenho escutado música boa em Salvador. Como precisarei do que não sobra agora, para apresentar esse lugar , deixo para depois um único texto dedicado a isso. Também não achei um vídeo de Peu com qualidade para disponibilizar aqui.

Agora, Seu Jorge tem me despertado sentimentos bem contraditórios. Uma grande voz, porém, a meu ver, tem se perdido em um estilo de vida "bem particular". De "A carne mais barata do mercado", cantada no início da década de 90 com o "Farofa Carioca", passou, infelizmente, a fazer ode a burguesinhas e ser feijão em festa de bacana. Lamentável! Por outro lado também, não posso deixar de considerar que se trata de uma bela espécime de homem preto. Isso conta muito, né? (rsrsrsrssrsrsrs)

Aqui, ele acabou por acertar em cheio ao gravar uma música de Peu. O que importa para mim mesmo, além do swing da música é o refrão singelo e otimista:

E o bom da vida é
Viver bem, estar bem, querer bem
Deixa eu namorar...


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Eu... um livro pra Chico



Chico, minhas nádegas não são rosadas
Muito pelo contrário
Mas não há pele que reluza mais as letras do que a minha
Teresa sou, a última...
Dispo meu corpo e olho refletido no espelho
Um livro inteiro em mim

A primeira T., amada demais
Pura Perdição
Ela não sabe mesmo ler o livro em si

As putas, desalinho,
Nem Teresas são
Mero simulacro

As Teresas estudantes, afobadas demais
Não se deixam admirar, oferecidinhas
O livro com elas não ganha tino nem ritmo

Meu ritmo, na medida exata
Sou eu, Chico, teu livro
Nasci e já sabia
Queria ser livro
Ser livro para um homem só

Por isso deito ao teu lado na cama
E te deixo escrever em mim
Cuido de ti, das tuas letras
E calma, raspo a cabeça
depois que tudo é só tanto de letra em meu corpo
Ali, você pode findar o texto
Ou até mesmo assumi-lo infinito

Eu, Chico, um livro semi-aberto por decifrar
De trás pra adiante, de adiante pra trás

Só eu no mundo para ler teus escritos, mais ninguém
Por isso eu te ensino
E ofereço meu corpo em papiro

Dias e noites... orgias de escrita
Depois da água bebida
A minha, branca, a tua, transparente
Continuaremos grafias em nossos corpos
Profusão de letras
E eu, um livro
Sem fim...